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A Maravilhosa Árvore Encantada: crítica do filme com Andrew Garfield e Claire Foy

Adaptação dos livros de Enid Blyton chega aos cinemas brasileiros em 10 de setembro com elenco de peso e fantasia familiar sem

Por Matheus Amorim4 Minutos de leitura
A Maravilhosa Árvore Encantada
Imagem: Divulgação

A Maravilhosa Árvore Encantada chega aos cinemas brasileiros em 10 de setembro de 2026, distribuída pela Diamond Films, trazendo a primeira adaptação live-action dos livros que Enid Blyton publicou entre as décadas de 1930 e 1940.

O filme no IPTV teste parte de um conflito bem específico: Claire Foy interpreta Polly, uma engenheira que perde o emprego por se recusar a permitir que a empresa use uma geladeira inteligente para espionar consumidores. É esse gesto, pequeno e concreto, que empurra a família para o campo e abre caminho para a magia.

Dirigido por Ben Gregor e roteirizado por Simon Farnaby, corroteirista de As Aventuras de Paddington 2, o longa tem 1h50min de duração e classificação PG.

O elenco ainda conta com Andrew Garfield, Rebecca Ferguson, Nicola Coughlan, Nonso Anozie e Jessica Gunning. Lançado nos EUA em 21 de agosto de 2026, o filme passou por sessões de pré-estreia no Brasil nos dias 5, 6 e 7 de setembro antes de entrar em cartaz amplo.

A Maravilhosa Árvore Encantada vale a pena assistir?

Sim, especialmente para quem busca uma fantasia familiar sem a seriedade forçada que domina boa parte do gênero hoje. O filme recebeu nota 4 de 5 e cumpre o que promete: diversão leve, humor que funciona para crianças e adultos, e um elenco que entende o tom sem piscar para a câmera.

A ressalva mais consistente vem do Hollywood Reporter, que descreveu o filme como “imaginativo demais para o próprio bem”. Há algo de verdadeiro nisso: o roteiro acumula personagens e ideias em ritmo acelerado, e nem todos recebem espaço suficiente para deixar marca. Alguns conflitos familiares também seguem caminhos fáceis de antecipar.

O que salva é a confiança no material. Farnaby e Gregor não tentam transformar Blyton em algo mais sombrio ou “relevante” para justificar a adaptação. A mensagem sobre desconexão digital está presente, mas funciona como pano de fundo, não como sermão. O filme sabe que uma floresta encantada e a promessa de descobrir algo impossível ainda têm peso próprio.

Qual é a história de A Maravilhosa Árvore Encantada?

Polly e Tim Thompson deixam Londres com os três filhos depois que ela perde o emprego por razões éticas ligadas à vigilância tecnológica. A família troca o apartamento moderno por um celeiro no interior, região onde Tim cresceu.

Enquanto ele sonha em cultivar tomates e transformar molho artesanal em negócio, os filhos exploram o entorno e descobrem uma floresta que a família foi avisada a evitar.

É Fran quem desobedece primeiro e encontra a árvore gigante que dá nome ao filme. Seus galhos levam a um universo onde as regras comuns não se aplicam: lugares que mudam, criaturas excêntricas, doces e mecanismos absurdos que seguem mais a lógica da imaginação infantil do que qualquer coerência interna.

A Maravilhosa Árvore Encantada
Imagem: Divulgação

O contraste entre a resistência de Beth, a filha mais velha presa ao celular, e a abertura dos irmãos menores organiza boa parte da tensão doméstica.

O roteiro usa a tecnologia como ponto de partida, não como vilã. Polly não precisa rejeitar quem ela era para se adaptar ao campo. O contato com a magia amplia sua visão em vez de substituir uma vida pela outra. Esse equilíbrio é o que diferencia o filme de adaptações que transformam o digital em ameaça caricata.

Num cenário dominado por franquias e universos expandidos, o filme de Ben Gregor ocupa um espaço que raramente é disputado com esta escala de produção e elenco.

Não é pouca coisa ter Andrew Garfield, Claire Foy e Nicola Coughlan numa aventura que aposta em floresta, imaginação e humor sem efeitos especiais que roubem o centro da cena. Para quem quer levar a família ao cinema sem abrir mão de um elenco que sabe o que está fazendo, A Maravilhosa Árvore Encantada entrega exatamente o que promete.

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Matheus Amorim

Sou Matheus Amorim Paixão, redator, crítico e fundador do 365Filmes. Com trajetória consolidada no mercado digital desde 2021, especializei-me em crítica cinematográfica e análise de tendências no streaming. Minha autoridade foi construída através de passagens por portais de referência como Cultura Genial, TechShake e MasterDica, onde desenvolvi um rigor técnico voltado à curadoria estratégica e experiência do espectador. No 365 Filmes, meu compromisso é entregar análises fundamentadas e honestidade intelectual, conectando audiências às melhores narrativas da sétima arte.

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